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Cidades brasileiras trocam experiência em Seminário Internacional da União Europeia

  • O Programa Internacional de Cooperação Urbana, financiado pela União Europeia, em colaboração com a ONU-Habitat e a Confederação Nacional de Municípios realizou uma oficina na cidade de Brasília nos dias 16 e 17 de maio.
  • Participou a Sra. Hilde Hardeman, Diretora do Serviço de Instrumento de Política Externa da União Europeia, que destacou a importância de trabalhar em conjunto para alcançar cidades mais sustentáveis
  • 27 representantes de municípios de diferentes regiões do Brasil participaram

Dos 209 milhões de habitantes do Brasil, 86% da população vive em áreas urbanas, dados que aumentarão nos próximos anos se levarmos em conta que, em média, mais de 16.000 novas pessoas chegam por dia para morar em cidades da América Latina. Esta é uma realidade para a qual as cidades brasileiras, motores do crescimento econômico e do desenvolvimento econômico nacional, devem ser preparadas. Elas enfrentam grandes desafios que se multiplicam à medida que a população aumenta em centros urbanos que não têm serviços ou infraestrutura suficientes.

Para informar as cidades e os municípios do Brasil sobre como lidar com a situação, o Programa Internacional de Cooperação Urbana (IUC) da União Europeia realizou um workshop nos dias 16 e 17 de maio em Brasília, onde compartilharam estratégias e boas práticas de desenvolvimento urbano sustentável, que buscavam orientar os territórios no caminho para alcançá-lo. O workshop chegou ao país depois de ter sido um sucesso em outros países da América Latina, como Argentina, Chile e Peru, e cujo ciclo terminará na Colômbia no final do mês.

O Diretor do Programa de Cooperação Urbana Internacional para a América Latina e o Caribe, Manuel Fuentes, juntamente com a Diretora do Serviço de Instrumento de Política Externa da União Europeia, Hilde Hardeman, e representantes e especialistas da ONU-Habitat, Alain Grimard e Rayne Ferretti

A diretora do Serviço de Instrumento de Política Externa da União Europeia, Hilde Hardeman, destacou a importância do evento na promoção de cidades sustentáveis e afirmou que “o desenvolvimento urbano sustentável é vital para todos, independentemente de onde você mora ou de onde você é”.

Segundo Hardeman, “é somente trabalhando juntos que podemos garantir que as cidades e o planeta permaneçam um bom lugar para viver para nossa geração, para nossos filhos e para nossos netos”, e concluiu que “juntos geramos um sentimento de pertencimento com o qual nós podemos mudar o mundo!”.

A formação da União Europeia é especialmente importante no Brasil, dado o alto impacto da globalização em suas cidades e por ser um dos territórios mais desiguais do continente, com um índice de Gini de 52,67%.

O workshop foi aberto pelo Especialista Internacional da ONU-Habitat, Alain Grimard, pela representante da Confederação Nacional de Municípios, Prefeita Daniela Cássia, e pela Diretora do Serviço de Instrumento de Política Externa da União Europeia, Hilde Hardeman. Contou também com a presença de representantes do desenvolvimento, ciência, tecnologia e inovação do governo nacional, de organizações locais como o Observatório do Clima do Brasil e o Instituto do Clima e da Sociedade, e de 27 representantes de 16 prefeituras locais.

O workshop foi aberto pela Diretora do Serviço de Instrumento de Política Externa da União Europeia, Hilde Hardeman

Um dos temas destacados no treinamento foi a Nova Agenda Urbana (NAU), uma iniciativa global adotada em 2016 que promove o desenvolvimento de cidades melhor planejadas e conectadas. Para envolver os municípios presentes, foi utilizada uma metodologia participativa com trabalho de grupo para que, juntos, as partes interessadas pudessem apresentar soluções inovadoras para desafios complexos em seus contextos locais.

O trabalho em grupo foi recorrente entre os presentes na oficina da Nova Agenda Urbana (NAU) de Brasília

Também foi discutido o conceito de Cidades Inteligentes, que busca colocar as pessoas no centro do desenvolvimento a partir da incorporação das Tecnologias da Informação (TIC) na gestão urbana. De acordo com o programa do IUC, o desenvolvimento de cidades inteligentes pode melhorar os indicadores de qualidade de vida de uma cidade entre 10% e 30%. Até o momento, apenas duas cidades brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, estão entre as 100 cidades inteligentes mais importantes do mundo, então o país tem um longo caminho a percorrer.

Imagem do Workshop sobre a Nova Agenda Urbana e Cidades Inteligentes da União Europeia

O setor privado também marcou presença no workshop por meio de reuniões com os gestores dos municípios visando a criação de alianças e a implementação conjunta de políticas de sustentabilidade.

Entre as personalidades presentes, destacam-se o Sr. Alfredo Sirkis (ex-Fórum de Mudanças Climáticas do Brasil), Carlos Rittl (Observatório Brasileiro do Clima), a Sra. Ana Toni (Instituto do Clima e da Sociedade), representante do programa da ONU Habitat, Daniel Montandon, e Gustavo Cezário e Augusto Mathias, representantes da Confederação Nacional dos Municípios.

Representantes do setor privado apoiam a construção de cidades mais sustentáveis

Num contexto em que o crescimento das cidades gerou um elevado custo ambiental e problemas internos, como lacunas de rendimentos e dificuldades para que a população possa acessar serviços básicos na região, a União Europeia continua a trabalhar para alcançar um crescimento inclusivo de suas cidades, contribuindo para melhorar a competitividade e a sustentabilidade no desenvolvimento dos territórios.

Participaram do workshop 27 representantes de municípios do país

 Sobre o IUC

O Programa Internacional de Cooperação Urbana (IUC) visa apoiar as cidades em diferentes regiões do globo para conectar e compartilhar soluções para problemas comuns no desenvolvimento urbano sustentável, no contexto da Nova Agenda Urbana e da luta contra as Mudanças Climáticas. A iniciativa comunitária gira em torno de três eixos principais: cooperação entre cidades, que proporcionará uma plataforma para o intercâmbio de conhecimentos e melhores práticas sobre questões específicas de desenvolvimento urbano; o estabelecimento do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia e, para a América Latina, um programa de intercâmbio entre regiões para estimular o desenvolvimento econômico regional por meio da inovação, competitividade e especialização inteligente.

Sobre o IUC-LAC (América Latina e Caribe)

Este é o capítulo para a América Latina e Caribe do programa IUC Global. Com um orçamento de mais de 5 milhões de euros e três anos de duração, serão escolhidas 20 cidades da Argentina, Brasil, Colômbia, Chile e Peru; e 20 regiões desses países para colaborações com suas contrapartes europeias. O Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia será estabelecido em 20 países da região.

 

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